Tabela de Frete ANTT 2026: Como Consultar e Calcular o Piso Mínimo na Prática

Tabela de frete ANTT 2026: aprenda a consultar e calcular o piso mínimo com a calculadora oficial, a fórmula por eixos e km e as multas atuais.

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12 min de leitura
Resposta rápida

A tabela de frete da ANTT é consultada e calculada pela fórmula piso igual a distância em quilômetros vezes o coeficiente de deslocamento (CCD) somado ao coeficiente de carga e descarga (CC). O jeito mais rápido é usar a calculadora oficial em calculadorafrete.antt.gov.br, informando tipo de carga, número de eixos e distância.

O que você vai ver neste post:

  • Onde consultar a tabela de frete ANTT e como usar a calculadora oficial sem erro
  • A fórmula do piso mínimo por eixos e quilômetros, com um exemplo prático de cálculo
  • Quais multas você corre ao pagar frete abaixo do piso e como o CT-e protege sua operação

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Fechar um frete abaixo do piso mínimo hoje custa muito mais caro do que economizar no papel. A fiscalização da ANTT ficou automática em 2026, e o valor errado na tabela de frete vira multa, indenização em dobro e risco de perder o RNTRC.

Segundo a Confederação Nacional do Transporte, o modal rodoviário responde por mais de 60% de tudo o que circula no Brasil, e cada uma dessas viagens precisa respeitar o piso definido pela Política Nacional de Pisos Mínimos (Lei 13.703/2018). Não é sugestão, é obrigação legal para quem contrata e para quem transporta.

Neste guia você vai aprender, na prática, onde consultar a tabela de frete ANTT, como calcular o piso mínimo passo a passo, o que não entra nessa conta e como evitar as multas de 2026.

O que é a tabela de frete ANTT

A tabela de frete ANTT é o conjunto de valores mínimos que devem ser pagos pelo transporte rodoviário de cargas no Brasil. Ela traduz em números a Política Nacional de Pisos Mínimos, criada pela Lei 13.703/2018 para garantir que o frete cubra os custos reais do transportador.

Para que serve o piso mínimo de frete

O piso mínimo de frete existe para impedir que o valor pago fique abaixo do que o transportador gasta para rodar. Ele considera combustível, pneus, manutenção, depreciação e o tempo parado na carga e descarga. Na prática, é o freio contra fretes predatórios.

Quem é obrigado a respeitar a tabela

A obrigação recai sobre todos os contratantes do serviço. Isso inclui o embarcador (dono da carga), a transportadora e as operadoras logísticas que intermedeiam o frete.

  • Embarcadores que contratam transporte de terceiros
  • Transportadoras que subcontratam autônomos ou outras empresas
  • Operadores logísticos e cooperativas de transporte de cargas

A base legal vigente em 2026

A metodologia atual vem da Resolução ANTT nº 6.076/2026, em vigor desde 20 de janeiro de 2026. Como o preço do diesel mexe direto nos custos, os coeficientes foram atualizados por gatilho pelas Portarias SUROC, sendo a Portaria SUROC nº 4/2026 a vigente. Sempre confirme qual norma está valendo antes de calcular.

Entenda onde encontrar esses valores a seguir.

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Onde consultar a tabela e a calculadora oficial

Você não precisa somar coeficientes na mão. A ANTT disponibiliza uma calculadora oficial que aplica a tabela vigente automaticamente. É a fonte mais segura, porque acompanha cada reajuste do diesel.

A calculadora oficial da ANTT

A ferramenta fica em calculadorafrete.antt.gov.br. Você informa os dados da operação e o sistema devolve o piso mínimo, indicando qual tabela e quais coeficientes foram usados. Na prática, isso elimina a dúvida sobre qual portaria está valendo.

O que você precisa ter em mãos

Antes de abrir a calculadora, separe as informações da viagem. Com esses dados, o cálculo leva menos de um minuto.

  • Tipo de carga (geral, granel sólido, granel líquido, frigorificada, perigosa ou neogranel)
  • Número de eixos da composição (do caminhão simples ao rodotrem)
  • Distância da viagem em quilômetros
  • Se a operação é lotação comum ou de alto desempenho

Cuidado com calculadoras não oficiais

Existem várias calculadoras de software no mercado, e elas ajudam no dia a dia. Ainda assim, a referência final é sempre a calculadora da ANTT, porque ela é atualizada no mesmo momento em que a norma muda. Use as outras como apoio, não como prova.

Agora veja como o cálculo funciona por dentro.

Como calcular o piso mínimo passo a passo

Entender a fórmula ajuda você a conferir se o valor da calculadora faz sentido e a negociar com segurança. O cálculo do piso mínimo é mais simples do que parece.

A fórmula do piso mínimo

O piso do frete-peso segue uma conta direta:

Piso mínimo (R$ por viagem) = (distância em km × CCD) + CC

Ou seja, você multiplica a distância pelo custo por quilômetro e soma um valor fixo por operação. Simples assim.

Entenda os coeficientes CCD e CC

Os dois coeficientes representam custos diferentes da viagem.

  • CCD (Coeficiente de Deslocamento): o custo por quilômetro rodado, em R$/km. Cobre combustível, pneus, manutenção e depreciação.
  • CC (Coeficiente de Carga e Descarga): um valor fixo, em reais, que remunera o tempo parado no carregamento e no descarregamento.

Os dois variam conforme o tipo de carga, o número de eixos e a tabela aplicável.

As quatro tabelas (A, B, C e D)

A ANTT divide os coeficientes em quatro tabelas. A escolha depende de como você contrata o veículo e do nível de utilização.

Tabela Tipo de operação Como o veículo é contratado
Tabela ACarga lotaçãoComposição veicular (veículo mais reboques)
Tabela BCarga lotaçãoApenas a unidade de tração
Tabela CAlto desempenhoComposição veicular (veículo mais reboques)
Tabela DAlto desempenhoApenas a unidade de tração

Nas operações de alto desempenho (contratos dedicados, com programação fixa e alta utilização), os coeficientes são menores, porque os custos fixos se diluem em mais viagens.

Exemplo prático: calcule na sua operação

Nada explica melhor que um caso com números. Imagine uma carga geral, transportada por um veículo de 5 eixos, em uma viagem de 800 km, na modalidade lotação. Suponha os coeficientes hipotéticos de CCD igual a R$ 4,00 por km e CC igual a R$ 350,00.

  1. Multiplique a distância pelo CCD: 800 km × R$ 4,00 = R$ 3.200,00.
  2. Some o coeficiente de carga e descarga: R$ 3.200,00 + R$ 350,00 = R$ 3.550,00.
  3. O piso mínimo da viagem é R$ 3.550,00.

Os valores acima são apenas ilustrativos. Use sempre os coeficientes reais da norma vigente na calculadora oficial. Depois de calcular, confira o resultado na calculadora da ANTT e guarde o comprovante junto com o CT-e e o CIOT da operação.

Mas atenção: o piso não é o valor final do frete. Veja o que fica de fora.

O que a tabela de frete ANTT não inclui

Um erro comum é achar que o piso mínimo já cobre tudo. Ele cobre apenas o frete-peso. Alguns custos precisam ser somados por fora, ou você paga do próprio bolso.

Pedágio somado à parte

O pedágio não entra no piso. Ele deve ser repassado separadamente, conforme a Lei 10.209/2001, por meio do Vale-Pedágio obrigatório. Somar o pedágio ao piso é o que garante o valor cheio da viagem.

Tributos e encargos legais

Impostos como ICMS, PIS e Cofins também ficam fora do piso mínimo calculado. O mesmo vale para seguros e outras despesas acessórias. Na prática, o frete cobrado ao cliente é o piso mais pedágio, mais tributos, mais adicionais.

Ignorar esses itens derruba sua margem. E pagar abaixo do piso tem consequência pesada, como você verá agora.

Multas por pagar frete abaixo do piso

Em 2026, respeitar a tabela deixou de ser uma questão de boa vontade. A fiscalização passou a ser eletrônica e cruza dados em tempo real.

A fiscalização automática em 2026

A partir de 2026, o sistema cruza automaticamente o CIOT, o MDF-e e o CT-e entre ANTT, Receita Federal e fiscos estaduais. Quando o valor declarado fica abaixo do piso, o alerta é gerado sem precisar de fiscal na estrada.

Valores das multas e indenização

A Medida Provisória 1.343/2026 agravou as penalidades. Os números assustam quem ainda tenta pagar frete barato.

Atenção: pela MP 1.343/2026, a multa vai de R$ 10.500 por operação até R$ 10 milhões em casos de prática reiterada. O transportador ainda tem direito a indenização equivalente ao dobro do que deixou de receber, e a transportadora reincidente pode ter o RNTRC cancelado, ficando impedida de operar por até 2 anos.

Diante desse risco, documentar o frete com valor igual ou superior ao piso é a única saída segura. E é aí que o sistema certo faz diferença.

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Conheça o emissor de CT-e e MDF-e do Simplifique

Emita CT-e com o frete correto no Simplifique

Calcular o piso é só o começo. O valor precisa chegar correto ao CT-e, ao MDF-e e ao CIOT, porque é exatamente esse trio que a fiscalização cruza. Um número divergente entre eles já acende o alerta.

Com o Simplifique, você centraliza a operação de transporte em um só lugar:

  • Emissão de CT-e com os valores de frete organizados por viagem
  • Emissão de MDF-e integrada ao CT-e, sem redigitar dados
  • Controle das viagens e dos documentos fiscais em um painel único
  • Validação automática pela SEFAZ, reduzindo o risco de rejeição

Na prática, você mantém o frete alinhado ao piso e a documentação coerente, sem planilhas soltas e sem retrabalho. É menos tempo apagando incêndio e mais tempo rodando.

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Perguntas Frequentes

Como consultar a tabela de frete da ANTT?

A forma mais segura é acessar a calculadora oficial em calculadorafrete.antt.gov.br. Você informa o tipo de carga, o número de eixos, a distância e a modalidade, e o sistema devolve o piso mínimo com os coeficientes atualizados da norma vigente.

Como calcular o piso mínimo de frete?

Use a fórmula piso igual a distância em km vezes o CCD, somado ao CC. O CCD é o custo por quilômetro e o CC é o valor fixo de carga e descarga. Ambos variam por tipo de carga, número de eixos e tabela (A, B, C ou D).

O pedágio está incluído na tabela de frete?

Não. O piso mínimo cobre apenas o frete-peso. O pedágio é repassado à parte pelo Vale-Pedágio (Lei 10.209/2001), assim como tributos, seguros e demais adicionais, que também não entram no piso.

Como o Simplifique ajuda a manter o frete dentro do piso?

O Simplifique emite CT-e e MDF-e de forma integrada, mantendo os valores de frete coerentes entre os documentos que a ANTT cruza na fiscalização. Isso reduz divergências, o risco de rejeição na SEFAZ e a exposição a multas por frete abaixo do piso.

Em resumo

  • O piso mínimo de frete é calculado por (distância km × CCD) + CC, conforme a Lei 13.703/2018.
  • A calculadora oficial fica em calculadorafrete.antt.gov.br; use tipo de carga, nº de eixos e distância.
  • Em 2026 vale a Resolução ANTT 6.076 e a Portaria SUROC nº 4 (gatilho do diesel a R$ 7,35/L).
  • Pedágio, ICMS e PIS/Cofins não entram no piso e devem ser somados à parte.
  • Pagar abaixo do piso gera multa de R$ 10.500 a R$ 10 milhões e indenização em dobro (MP 1.343/2026).
TabelaTipo de operaçãoComo o veículo é contratado
Tabela ACarga lotaçãoVeículo mais reboques
Tabela BCarga lotaçãoSó unidade de tração
Tabela CAlto desempenhoVeículo mais reboques
Tabela DAlto desempenhoSó unidade de tração
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